A Visagio construiu um modelo para calcular as probabilidades de título de cada seleção na Copa do Mundo. Esse insight abordará curiosidades sobre o resultado obtido pelo modelo para cada uma das 32 seleções participantes da copa.

O resultado detalhado do modelo encontra-se na tabela a seguir:

Nessa análise, é possível identificar a probabilidade que cada equipe tem de ser eliminada em cada fase da Copa do Mundo. No caso do Brasil, por exemplo, há uma probabilidade de 4,3% de eliminação na fase de grupos. A probabilidade de derrota nas oitavas de final é de 24,7%. Atingir as quartas de final e ser eliminado nessa fase acontece em 18,0% dos cenários. A eliminação vem na semifinal em 19,4% das simulações. O vice-campeonato é um cenário com 13,3% de probabilidade e o título vem em 20,2% dos cenários.

Além disso, preparamos 32 curiosidades sobre as seleções!

Rússia


Em sua quarta copa do mundo (se considerarmos a União Soviética, seria a 11ª), a Rússia chega como país sede e, segundo o modelo, tem 61% de chances de se classificar para as oitavas de final. O time, que foi eliminado na fase de grupos em 2014, contará com o apoio da torcida para tentar uma campanha melhor em 2018.

 

Arábia Saudita


A seleção saudita disputará a sua quinta copa do mundo. Ausente do torneio desde 2006, o time tem 86% de chances de eliminação na fase de grupos, mas tentará contrariar as probabilidades e repetir o feito de 1994, quando atingiu as oitavas de final.

 

Egito


Considerada por muitos a melhor seleção africana, o Egito conta com um dos melhores jogadores da atualidade – Mohamed Salah. A equipe vai para o seu quarto mundial e buscará a classificação medindo forças contra a seleção anfitriã, o tradicional time uruguaio e a seleção da Arábia Saudita. O modelo aponta o Egito com 30% de chances de avançar para a segunda fase.

 

Uruguai


Primeira equipe a vencer o mundial, a seleção uruguaia tem na dupla de ataque, formada por Suarez e Cavani, a esperança de uma boa campanha na Rússia. Segundo o modelo é a segunda equipe com maior probabilidade de avançar às oitavas – atrás apenas do Brasil, mas deve encontrar muitas dificuldades já na segunda fase, enfrentando Portugal ou Espanha.

 

Portugal


Atual campeã europeia, a seleção portuguesa conta com o atual melhor jogador do mundo – Cristiano Ronaldo – e busca superar a melhor participação na história das copas, que foi o terceiro lugar em 1966 – também foi semifinalista em 2006. A equipe estreia contra a Espanha, mas num grupo com Irã e Marrocos é cotada como uma das principais favoritas para atingir a segunda fase. A seleção portuguesa é favorita para atingir as quartas de final, mas num eventual confronto contra França ou Argentina o favoritismo muda de lado. Pelo modelo, Portugal tem 32,9% de chances de atingir a semifinal.

 

Espanha


Uma das principais potências do futebol mundial dos últimos anos, com os títulos da Eurocopa de 2008 e 2012 e o título da Copa do Mundo conquistado na África do Sul em 2010, a Espanha vem de uma eliminação precoce em 2014 e tenta resgatar as boas campanhas de um passado não tão distante. Segundo o modelo, a equipe é a terceira principal favorita ao título, com 14,1% de chances de levantar a taça.

 

Marrocos


A seleção marroquina, que tem como melhor resultado em copas o 11º lugar de 1986, chega com o status de zebra num grupo com duas das maiores potências do futebol mundial. Segundo o modelo, Marrocos é a terceira equipe com maior probabilidade de eliminação na primeira fase. A equipe tem apenas 7,4% de chances de classificação.

 

Irã


A seleção iraniana jamais se classificou para a segunda fase em suas participações em copas do mundo. O modelo aponta uma chance de apenas 15,7% para que essa história seja diferente no mundial da Rússia.

 

França


Atual vice-campeã europeia, a seleção francesa tem 37,4% de chances de atingir a semifinal. Pode não parecer muito, mas pelos caminhos mais prováveis a equipe tem Espanha ou Portugal nas quartas de final, num jogo que promete ser um dos mais equilibrados do torneio.

 

Austrália


Com 4,5% de chances de classificação para a segunda fase, a seleção australiana é a com menor probabilidade de atingir as oitavas dentre as 32 seleções que disputam o torneio.

 

Peru


Com 71,1% de chances de classificação, a seleção peruana tenta repetir a boa campanha de 1970, quando foi quadrifinalista. O time encara França, Dinamarca e Austrália na primeira fase, mas o cenário mais provável para que o time avance até as quartas de final envolve uma vitória contra a Argentina nas oitavas.

 

Dinamarca


A seleção dinamarquesa, que teve um grande time na década de 90 – campeã da Eurocopa de 1992, campeã da Copa da Confederações de 1995 e quadrifinalista da Copa do Mundo de 1998 – aparece com apenas 37,3% de chances de classificação para as oitavas de final.

 

Argentina


Com 11,9% de chance de título, a seleção argentina vai em busca de uma conquista depois de uma seca que já dura mais de duas décadas. Apesar de ter Lionel Messi, um dos melhores jogadores dos últimos anos, a equipe não conseguiu vencer as últimas edições da Copa América e bateu na trave na última Copa do Mundo. O time chega a Rússia com a esperança nos pés de seu craque para conquistar o tricampeonato mundial.

 

Islândia


Estreante em copas, a Islândia surpreendeu o mundo ao se classificar para as quartas de final da Eurocopa de 2016. O país tem pouco mais de 300 mil habitantes e, com a participação na edição de 2018 da Copa do Mundo, se tornará o menor país a disputar uma Copa do Mundo na história. Em campo, a seleção lutará para contrariar as probabilidades – o time tem 68,6% de chance de ser eliminado na primeira fase.

 

Croácia


O time croata participará da sua quinta edição de Copa do Mundo. O melhor resultado que a equipe já obteve foi o terceiro lugar em 1998, numa campanha histórica, eliminando as fortes seleções da Romênia e da Alemanha. Nas semifinais, sofreu a derrota para a França por 2×1, mas o time assegurou a terceira colocação vencendo a Holanda. Apesar de não ter chegado à final, o time teve o artilheiro da Copa: Davor Suker. Segundo o modelo, a equipe tem apenas 6,3% de chance de repetir a campanha de 1998 e atingir as semifinais, mas é uma das favoritas a avançar para a segunda fase pelo grupo D.

 

Niria


A seleção nigeriana é a quarta com maior probabilidade de eliminação na primeira fase, 91,3%. A equipe vai para a sua sexta participação em mundiais e tentará repetir o desempenho de 1994 e 1998, quando conseguiu avançar para as oitavas de final.

 

Brasil


A seleção brasileira vem de uma participação que ficou marcada pela derrota sofrida para a Alemanha nas semifinais, mas é apontada pelo modelo como a principal favorita ao título. O time é o maior campeão da história das copas, com 5 títulos e é a única seleção a participar de todas as edições do torneio. Segundo o modelo, o Brasil tem 53,0% de chances de ao menos repetir o desempenho da última copa, sendo semifinalista.

 

Suíça


A seleção suíça tem como melhor campanha da sua história uma inusitada eliminação nas oitavas de final em 2006, na qual a equipe não levou nenhum gol no tempo regulamentar e nem na prorrogação – a Suíça foi eliminada nos pênaltis pela Ucrânia nas oitavas de final. O modelo aponta 73,0% de chances de classificação para a segunda fase para a equipe.

 

Costa Rica


A equipe Costa-riquenha surpreendeu o mundo na copa de 2014, se classificando para a segunda fase num grupo com Uruguai, Inglaterra e Itália. A equipe ainda passou pela Grécia nas oitavas e só foi eliminada nas quartas de final, pela Holanda. Para repetir essa campanha e ser quadrifinalista, o time desafia as probabilidades, que são de apenas 1,7%. A explicação para isso é que, para atingir as quartas, a equipe provavelmente precisará vencer Brasil ou Alemanha, que são os dois principais favoritos ao título.

 

Sérvia


A equipe sérvia tem apenas 16,1% de chances de classificação. A equipe disputará a sua segunda Copa do Mundo. Em 2010, foi eliminada na primeira fase, apesar da inesperada vitória contra a seleção alemã.

 

Alemanha


Atual campeã, a seleção germânica tenta repetir os feitos da Itália (1934 e 1938) e do Brasil (1958 e 1962) e se tornar a terceira seleção a ser campeã de dois mundiais consecutivos. Com 16,2% de chances de título, o modelo aponta a Alemanha como uma das principais forças para a disputa na Rússia. Inglaterra, Bélgica e Colômbia são as principais ameaças que podem causar uma eliminação alemã antes das semifinais.

 

xico


Figurinha carimbada nas copas, o México tentará superar a sua melhor campanha – quartas de final em 1970 e em 1986. O modelo aponta a equipe com 10,4% de chance de atingir a semifinal.

 

Suécia


A equipe sueca chega com apenas 21,5% de chance de classificação para a segunda fase. O país, que já foi vice-campeão mundial – perdendo para o Brasil em 1958 – não conseguiu se classificar para as últimas duas edições da Copa do Mundo e volta a disputar o torneio depois de atingir as oitavas de final em 2006.

 

Coréia do Sul


A seleção sul-coreana disputará sua décima edição de mundial e busca repetir a incrível campanha que realizou na copa de 2002, na qual era uma das anfitriãs e atingiu as semifinais. O modelo aponta apenas 0,04% de chances da equipe repetir essa campanha.

 

Bélgica


A seleção belga chega com boas expectativas, apesar de jamais ter vencido uma Copa do Mundo ou uma Eurocopa. O time é apontado por muitos como a melhor geração belga de todos os tempos, mas não obteve sucesso nas últimas competições que disputou. A equipe é favorita para avançar até as oitavas, mas o modelo aponta 33,3% de chance de eliminação já nas oitavas de final e 33,6% de chance de eliminação nas quartas de final.

 

Panamá


A seleção panamenha disputará a sua primeira Copa do Mundo. A equipe conseguiu uma classificação histórica, numa partida polêmica contra os Estados Unidos. O modelo aponta o Panamá com 9,1% de chance de avançar para as oitavas, derrubando Bélgica ou Inglaterra na fase de grupos.

 

Tunísia


A seleção tunisiana nunca avançou para a segunda fase da Copa do Mundo, mas já foi campeã da Copa das Nações Africanas, em 2014. O time está num grupo complicado, com Bélgica e Inglaterra, e isso se reflete na probabilidade de avançar às oitavas de final: apenas 5,8%. É o segundo time com maior probabilidade de eliminação na fase de grupos.

 

Inglaterra


O país criou o esporte, mas só foi campeão uma vez, na polêmica Copa do Mundo de 1966. O modelo apontou apenas 4,3% de chances de Harry Kane e Dele Ali repetir o feito e levar o título para a terra da rainha. O mais provável mesmo é que a equipe caia antes da semifinal: as chances de eliminação do English Team até as quartas são de 74,4%.

 

Polônia


A seleção polonesa já foi duas vezes terceira colocada do mundial – 1974 e 1982. O time de Lewandowski tentará repetir o feito, mas conta com apenas 5,3% de probabilidade de atingir as semifinais. O mais provável para a equipe é atingir as oitavas e ser eliminada pela Bélgica ou pela Inglaterra.

 

Senegal


A seleção senegalesa disputará sua segunda Copa do Mundo. Em 2002, a equipe surpreendeu e se classificou vencendo a França e empatando com Dinamarca e Uruguai na primeira fase. O time ainda bateu a Suécia nas oitavas antes de ser eliminado pela Turquia, nas quartas de final. O modelo aponta 3,1% de chance de Senegal repetir a campanha e ser quadrifinalista na Rússia.

Colômbia


A seleção colombiana vem embalada pela melhor campanha da sua história – alcançou as quartas de final em 2014. O grande nome da equipe na copa disputada no Brasil foi James Rodriguez, artilheiro do torneio. Para repetir a campanha em 2018, a Colômbia precisa confirmar o favoritismo para se classificar no grupo H e vencer um eventual confronto com Inglaterra ou Bélgica. O modelo aponta 51,9% de chances de termos a seleção colombiana novamente entre as 8 melhores do mundo.

 

Japão


A seleção japonesa já atingiu duas vezes as oitavas de final da Copa do Mundo, mas não é favorita a repetir o feito em 2018. O modelo aponta 83,5% de chances de eliminação na primeira fase para a equipe.

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Sobre os autores

Felipe Pena é consultor da Visagio, especialista em projetos com foco em gestão orçamentária, engenharia de processos e analytics no setor de adquirência e no setor bancário.

Marcus Sousa é consultor da Visagio, especialista em projetos com foco em modelo de gestão, suprimentos e analytics nos setores de varejo, mercado financeiro, indústria metalúrgica e energia. Atua também como líder da área de Research & Intelligence da Visagio, com foco em pesquisas e análises de mercado.