A Visagio criou uma pesquisa para auxiliar seus clientes e parceiros a descobrirem qual o posicionamento de suas empresas dentro das Melhores Práticas de Gente & Gestão.

Nesta segunda edição, 75 empresas de portes e setores variados responderam à pesquisa. O resultado foi divulgado no Fórum Nacional de Gente & Gestão, que ocorreu em setembro. Assista aqui ao teaser da última edição. Confira também alguns insights extraídos da pesquisa.

 

PAPEL DA LIDERANÇA

 

1. Quando a liderança é cobrada pelo engajamento, eu formo melhor o meu time

Para atrair talentos que a auxiliem a alcançar os resultados esperados, as empresas oferecem benefícios de remuneração, ambiente de trabalho e diversos treinamentos.

Entretanto, um fator importante, ainda não considerado por muitas companhias é o comprometimento da liderança com o recrutamento e desenvolvimento das pessoas. Segundo Jorge Paulo Lemann, em uma de suas entrevistas, “o empreendedor tem que dar importância ao tópico de gente. Geralmente, ele olha mais para custos e vendas e contrata alguém de RH para se ocupar do assunto. Gente é algo que o dono tem que estar envolvido”.

Nesse sentido, para incentivar o envolvimento da liderança, algumas empresas incluíram na meta dos gestores indicadores de engajamento da equipe. A pesquisa de Gente & Gestão de 2016 abordou esse tema e apontou que quando a liderança é cobrada sobre indicadores de engajamento dos colaboradores, o percentual de vagas de liderança preenchidas via recrutamento interno aumenta de 35 para 60%.

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Cargos de liderança ocupados por recrutamento interno demonstram uma maior efetividade no desenvolvimento da equipe e planejamento de carreira estruturado. Além disso, também refletem melhores resultados nas organizações.  Na análise do livro “Empresas Feitas para Vencer”, Jim Collins comenta que “Dez dos onze CEOs das empresas “feitas para vencer” vieram de dentro das próprias empresas”.

 

MODELO DE GESTÃO X ENGAJAMENTO

 

2. Um modelo de gestão baseado em indicadores influencia meu engajamento?

A gestão por indicadores permite executar tarefas e gerenciar entregas com mais qualidade. Isto é essencial para que externamente a empresa se mantenha competitiva no mercado. Em seu livro “Execução”, Ram Charam ressalta a importância do estabelecimento de metas e prioridades claras, no momento do desdobramento da estratégia. Porém, internamente, qual o efeito da mensuração dos critérios no engajamento dos funcionários?

Esta foi uma das temáticas discutidas no Fórum. Segundo Luciana Ueda, Analista de Remuneração e Performance da Rede Globo, “promover o engajamento das pessoas alinhado ao objetivo da empresa é o maior desafio”. “É um desafio muito grande, porque você está de um lado com coisas aritméticas que são as metas definidas, bastante pragmáticas, e do outro lado com pessoas que são subjetivas”, destacou Fernando Portella, Conselheiro de administração do Grupo Jereissati.

A Pesquisa de Gente & Gestão mostrou que empresas com um modelo de gestão baseado em indicadores possuem 35% dos funcionários com alto nível de engajamento. Já as que não têm indicadores, o percentual cai para 0%.

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MAPEAMENTO DE SUCESSORES X RETENÇÃO

 

3. O mapeamento de sucessores aumenta minha retenção?

Os profissionais almejam subir profissionalmente nas empresas. Para isto, é fundamental que as organizações sejam capazes de mapearem os sucessores para os cargos chave, e estabeleçam treinamentos e metas para o seu desenvolvimento.

Para Jorge Paulo Lemann, é imprescindível que a empresa conheça os jovens talentosos e se preocupe na formação deles, que futuramente poderão assumir posições de liderança. Em depoimento publicado pela Endeavor Brasil, Lemann cita uma prática da AB Inbev que tangibiliza o alto valor dado ao mapeamento de sucessores:  “O Carlos Brito, CEO, também é extremamente ligado: ele sabe de cor a lista dos ‘High Potentials’ da empresa, tem uma ideia de quais são os trainees bons, onde estão, e como estão evoluindo. O Conselho discute uma vez por ano as 500 principais pessoas da empresa, o que elas têm de bom e em que precisam evoluir.”

Ao praticar iniciativas que visam o desenvolvimento dos jovens talentos e a preparação para que eles estejam aptos a desempenhar papéis de liderança, cria-se um engajamento maior que, aliado a uma cultura de constante geração de oportunidades internas, torna a empresa cada vez mais forte na retenção dos melhores profissionais.

Um exemplo foi observado na Pesquisa: as empresas com sucessores mapeados possuem um índice de desligamento voluntário de 14%. Nas companhias sem, esse indicador sobe para 25%.

 

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EFICÁCIA DOS TREINAMENTOS

 

4. Acelerar o desenvolvimento aumenta minha retenção dos programas?

A prática de on the job training é cada vez mais comum entre diversas empresas. Uma dificuldade desse modelo de treinamento é medir sua eficácia e seus efeitos na retenção de talentos se comparado a outras metodologias.

Investir na capacitação dos próprios colaboradores é uma maneira de formar um time cada vez mais apto a exercer as próprias atividades, com conhecimentos técnicos, de gestão e comportamentais que podem ser trabalhados em treinamentos corporativos.

Uma correlação entre treinamentos e retenção de colaboradores pode ser explicada pela propagação de valores e cultura da empresa, aliada ao grau de comprometimento mútuo criado entre os dois lados, para que o colaborador se desenvolva profissionalmente.

A pesquisa mostrou que entre as organizações possuidoras desta prática, os índices de retenção são mais altos se comparados às empresas que não o praticam: a retenção aumentou de 31 para 59%.

 

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