Uma ferramenta estratégica para empresas

O mundo empresarial tem se tornado cada vez mais dinâmico e competitivo, exigindo que as empresas sejam capazes de se adaptar às transformações externas para alcançar as metas. A Gestão da Mudança atua nesse contexto, implementando alterações estruturais, estratégicas, operacionais ou táticas. O maior desafio, porém, está em engajar as pessoas e fazê-las cooperar com a execução dos novos processos.

Mudar não é simples e, muitas vezes, não é nada fácil. Mas, ao mesmo tempo, é fundamental para o crescimento de qualquer negócio. Por isso, a gestão de empresas está intimamente ligada à gestão de mudanças. Por meio da implementação de melhores práticas, a organização atende às necessidades e aspirações dos stakeholders e torna-se mais competitiva.

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Mariana Niemeyer, consultora associada da Visagio e especialista no assunto, considera que, ao optar por fazer uma Gestão da Mudança, a organização deve estar ciente de que haverá inúmeros desafios a serem superados no caminho. O maior deles envolve convencer os funcionários da importância da mudança para o bom desempenho da empresa como um todo, ressaltando os benefícios que ela vai gerar direta e indiretamente para eles, podendo ser desenvolvimento, oportunidade de carreira, entre outros.

Nos funcionários, os impactos da mudança podem ser muito distintos, como transformações de processos e hábitos, criação de nova área e implementação de novo sistema. “As mudanças geralmente causam muito desconforto. Os funcionários pensam ‘Sempre fiz daquele jeito e sempre deu certo, porque eu devo mudar agora?’, e é preciso ultrapassar essa barreira sem causar nenhum trauma organizacional profundo.”

A metodologia da Visagio envolve ações importantes para garantir o sucesso da Gestão da Mudança, que se resumem em três pilares: Comunicação, Alinhamento e Capacitação. O primeiro significa garantir que o plano de comunicação elaborado seja cumprido, ou seja, certificar-se de que todas as formas de comunicações pensadas estão sendo postas em prática para dar visibilidade à mudança.

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A metodologia da Visagio conta com atuação em três pilares, em um ciclo de melhoria contínua

Comunicação engloba, ainda, mostrar bons exemplos, para que as pessoas enxerguem boas oportunidades para o futuro. “Se elas acham que mudar vai ser ruim, resistem, desaprovam e não seguem as recomendações. Assim, a mudança não acontece na sua plenitude”, explica Mariana Niemeyer. Para que as pessoas queiram colaborar com os novos processos, os objetivos da Gestão precisam ser comunicados de forma clara, sincera e direta, para que haja um estímulo motivacional e os stakeholders não se sintam enganados.

Alinhamento, por sua vez, é garantir que a comunicação foi efetiva. “Além da estratégia de comunicação (qual o melhor veículo, a melhor linguagem, o melhor momento etc), é preciso garantir que os receptores entendam a mensagem, não tenham dúvidas e estejam dispostos a colaborar. Para isso, realizamos workshops, fóruns e comitês.”

Mas ainda há o terceiro pilar. “Muita gente resiste à mudança porque tem medo do novo e não sabe como fazer, então a capacitação viabiliza o conhecimento e o aprendizado”, afirma Mariana. Os consultores fazem um plano de capacitação detalhado, definindo quem são as pessoas a serem treinadas, os assuntos a serem abordados, quando e como os treinamentos irão acontecer, qual o melhor momento para isso e quem fará essa capacitação. Portanto, o alinhamento consiste basicamente em promover o engajamento dos stakeholders; a comunicação, em dizer o que fazer; e a capacitação, em ensinar como fazer.

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Dimensões que participam ativamente da Gestão da Mudança

A etapa inicial de um projeto de Gestão da Mudança é chamada de mapeamento de stakeholders, quando os consultores começam a entrar mais a fundo na cultura da empresa, sondando o ambiente, entendendo o que as pessoas pensam e vendo quem tem mais influência nas tomadas de decisão. Outro ponto é entender o contexto da organização, ou seja, saber o porquê de ela querer mudar, o que ela espera como resultado e qual o propósito da mudança para a empresa. “Depois, com todos os planejamentos elaborados, monitoramos o ambiente, a eficácia da comunicação, enfim, investigamos o impacto da mudança, o que exige muita atenção do consultor, pois é tudo muito dinâmico”, conta.

A Gestão da Mudança contribui para o crescimento da empresa ao garantir que as novas estratégias serão implementadas, “que elas não fiquem apenas na cabeça da presidência e da diretoria e se reflitam nas ações dos funcionários”, complementa Mariana. Para ela, a maior dificuldade é quando a própria liderança não compra a ideia da mudança. “A liderança tem que dar o exemplo para o resto da empresa, ela tem esse papel de direcionar. Se ela não está de acordo com a necessidade da mudança e resiste a isso, é muito difícil de as outras pessoas ficarem engajadas.”

Mariana Niemeyer considera que, sem implementar mudanças, as empresas não sobrevivem atualmente. “As organizações estão começando a perceber a importância dessa Gestão e a valorizar o capital humano. São as pessoas que fazem as mudanças, então os líderes precisam direcioná-las bem para que tudo flua, as transformações ocorram e a empresa continue a crescer.”